Gianfranco Ronca nasceu em Verona, Itália,
no ano de 1927. Sua família dedicava-se à fotografia.
Se formou na Escola de Belas Artes de Florença e trabalhou em
seu estúdio
fotográfico em Verona. Fotográfo
de cena nos estúdios da Cinecitá na Itália na década
de 50, emigrou para o Brasil em 1956 com a intenção de
trabalhar com cinema.
Trabalhou com gigantografia. Posteriormente, unindo a arte da fotografia
com as técnicas de pintura, recriava mosaicos bizantinos e pompeianos,
quadros dos maiores gênios da pintura universal. Para o Museu
de Arte Moderna fez reproduções ampliadas destinadas de
Frank Lloyd Wright, fotografou quadros de Portinari para um banco na
Avendia Rio Branco e sua matriz em Nova Yorque, originais de Mondigliani,
Boticelli e Picasso.
Partiu depois para suas próprias criações na pintura
e escultura. Ganhou
espaço nas decorações, sendo
convidado a executar painéis decorativos para residências,
hotéis, halls de entrada de edifícios, utilizando materiais
diversos como cobre, concreto, madeira, fibra de vidro.
Procurado por arquitetos e decoradores, dentre eles Sérgio Bernardes
e Marcos Vasconcelos,
sua arte foi-se amoldando aos ambientes, por vezes encontrando respostas
para espaços
de difícil solução.
As boates Assyrius, Bateau e Black Horse, a churrascaria Gaúcha
(Laranjeiras)
tiveram seus ambientes decorados com suas pinturas e esculturas. A fachada
em
alto relevo da loja Projeto na esquina da rua Barata Ribeiro foi um
marco em Copacabana.
Na esquina transversal, a loja Perucas Lady ainda possui sua obra na
parte
externa, assim como se mantém o chafariz do Iate Clube do Rio
de Janeiro.
Gianfranco Ronca segue produzindo, em casa ou em seu atelier, agora
em reforma. Continua buscando a inovação, como o fez a
vida inteira
na fotografia, pintura, escultura e cerâmica.